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Aspectos Geológicos da Região de Paranatinga PDF Imprimir E-mail

ASPECTOS GEOLÓGICOS DE ALGUMAS INTRUSÕES KIMBERLÍTICAS DA REGIÃODE PARANATINGA, MATO GROSSO 

 

RICARDO K. WESKA* & DARCY P. SVISERO**

Fonte: Revista Brasileira de Geociências - Volume 31, 2001.

   

RESUMO

Diversas intrusões de natureza kimberlítica ocorrem na região de Paranatinga, localizada na porção centro-nordeste do Estado de Mato Grosso, espalhadas por unia área de 40x100km, aproximadamente, constituindo o Campo Kimberlítico de Paranatinga. Este trabalho apresenta uma síntese das informações geológicas disponíveis no momento a respeito de algumas intrusões representativas deste campo kimberlítico. A intrusão Piranha I, possui forma elipsoídica, dimensões principais 470x260m e área de 9,6ha. Trata-se de um kimberlito rico em flogopita, contendo ainda granada, ilmenita, zircão, megacristais de diopsídio gemológico, além de uma grande quantidade de xenólitos crustais da Fm. Diamantino. A intrusão Alabama, possui também forma elipsoídica, dimensões de 150x90m e área de 1,06ha. Destaca-se pela grande quantidade de ilmenita e por xenólitos de basaltos toleiíticos. O corpo K3, cujo solo de alteração contém granada, ilmenita e diopsídio, por sua vez, possui forma de pêra, dimensões de 240 x 140m, caracterizando-se por preservar a parte superior da estrutura do diatrema. Quanto ao Batovi 6, trata-se de um corpo elipsoídico, de 280x80m, área de 1,76 ha, cujo destaque é a presença de xenólitos de granada lherzolito.Pultivms-dmve: Kimberlito, Campo kimberlítico, diamante. Maio Grosso, Brasil 

 

ABSTRACT

 

GEOLOGIC ASPECTS OF SOME KIMBERLITE 1NTRUSIONS IN THE PARANATINGA RECION. MATO GROSSO. BRAZIL 

In this paper we summarise the main geological features of some selected intrusions froin lhe Paranatinga Kimberlite Field, located in cenler-northeast Mato Grosso State, Brazil. The field comprises an área of 40x l00km and lies at the southern border of lhe Amazonian Craton. The Piranha 1 kimberlite covers an área of 9.60ha and contains large amounts of phlogophite. In addition, it contains garnet, ilmenite, zircon, megacrysts of gemmological diopside and cruslal xenoliths of the Diamantino Form.ition. The Alabama intrusion has an área of 1.06ha being rich in ilmenite and crustal xenoliths of lholeitic basalt. The K3 is a pear-shaped intrusion whit a preserved crater fácies whose weathered soil contains garnet, ilmenite and diopiside. As for the Batovi 6 kimberlite, it covers an área of 1,76ha and contains garnet lherzolite xenoliths:

Keywordr. kimberlite, kiinberlitic field, diamond. Mato Grasso, Brazil.

 


*   Departamento de Recursos Minerais, Instituto de Ciências Exalas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Av. Fernando Corrêa s/n °, Cidade Universitária, Bairro Coxipó. CEP 78.060-900, Cuiabá, MT. 

** Departamento de Mineralogia c Geotectônica, Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, Rua do Lago 562, CEP 05508-900, São Paulo, SP.

 

 

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O Transporte de Diamantes PDF Imprimir E-mail

 

O TRANSPORTE DE DIAMANTES POR SISTEMAS FLUVIAIS A LONGAS

DISTÂNCIAS: UMA VISÃO CRÍTICA

JOSÉ ELOI GUIMARÃES CAMPOS* & GUILHERME MODESTO GONZAGA**

 Fonte: Revista Brasileira de Geociências - Volume 29

RESUMO

 Vários autores acreditam na possibilidade de transporte de diamantes por centenas de quilometros através de ambientes fluviais. Este trabalho tenta mostrar a partir da integração da observação de placeres aluvionares, de dados experimentais e de estudo de casos, que diamantes não podem ser transportados por processos tracionais a longa distâncias. A presença de diamantes em uma extensa região (milhares de quilômetros quadrados) implica na necessidade da presença de numerosas fontes distribuídas por toda a bacia, podendo ser representadas por fontes primárias (kimberlitos ou lamproítos), secundárias (rochas sedimentares) ou ambas. Entre os hospedeiros secundários, as fácies rudíticas relacionadas aos sedimentos glacio gênicos são destacados pelos autores. O estudo dos casos exemplificados neste trabalho mostra claramente que a grande dispersão de diamantes é devida principalmente a presença de fontes secundárias com ampla distribuição regional.

 

ABSTRACT

 

THE TRANSPORT OF DIAMOND BY FLUVIAL SYSTEMS FOR LONG DISTANCE: A CRITICAI VIEW

Many authors believe in the possibility of diamond transport for hundreds of kilometers by fluvial sedimentary processes. This work attempts to show by the integration of alluvial placer observations, experimental data analysis and case study that diamonds cannot be transported for long distances by tractive processes.The presence of diamond in a large geographical area (hundreds of square kilometers) implies in the necessity of the presence of multiple well distributed sources, including primary (kimberlite and lamproite) or secondary (sedimentary rocks) sources. The coarse facies related to the glaciogenic sediments are the most important sources among the secondary host rocks. The case studies exemplified in this paper show clearly that the wide dispersion of diamonds is mainly explained by the presence of secondary sources with regional distribution.

 

 

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