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A poderosa (e estratificada) mineração brasileira PDF Imprimir E-mail

A idéia de criar uma edição sobre as 100 Maiores Minas Brasileiras nasceu da constatação de que poucos na indústria mineral conhecem de fato quem é quem nesse seleto grupo, com exceção, é claro, das minas de maior expressão que operam há décadas.  A Produção Mineral Brasileira coletados pelo DNPM no ano de 2003, que classificam as 1.862 minas existentes pela produção ROM anual, as que se enquadram na classe A acima de 3 milhões t; B entre 3 milhões até 1 milhão t; C de 1 milhão até 500 mil t; D entre 500 mil até 300 mil t; e algumas poucas na classe E, que produzem entre 300 mil a 150 mil t/ano.

As classes C, D e E de minas médias foram incluídas para tornar a amostragem mais representativa da diver­sidade da produção mineral, evitando que poucas subs­tâncias dominassem a listagem das 100 Maiores Minas Brasileiras. Serve de exemplo a inclusão da mina Capão do Lana, que produz o topázio imperial - pedra preciosa da qual o Brasil é o maior produtor mundial.


Algumas minas clássicas não figuram na edição, por decisão empresarial da própria mineradora ou porque não puderam atender aos prazos de fechamento da revista Minérios & Minerales. Temos consciência de que não é uma listagem completa, que vamos aprimorá-la na próxima edição.
Cada mina é descrita numa espécie de ficha técnica que reúne os dados mais importantes, inclusive os res­ponsáveis pela equipe operacional. E um reconhecimento merecido pelo profissional sem o qual a melhor tecnolo­gia se perde. Há ainda um breve histórico da descoberta do depósito.


Na conclusão desse extenso trabalho de pesquisa jor­nalística, tivemos um insight interessante. A mineração brasileira atual é uma poderosa força econômica, pois contribui com uma parcela apreciável do PIB - 4.2% no ano passado - e das exportações brasileiras, que em 2004 chegaram a US$ 23,25 bilhões. Ela, entretanto, está estratificada entre poucos grandes grupos e uma imensa maioria de médias e pequenas minerações há muitos anos. Dos players internacionais que aportaram no País em tempos recentes e já possuem operações ativas podemos citar apenas a Yamana e a jacobina, enquanto se propaga com insistência a saída de dois grupos multi­nacionais.


Atrair um volume condizente de capital de risco, disponibílizar áreas atraentes em termos de potencial Teológico para exploração, reduzir a brutal tributação e liminar os gargalos logísticos continuam sendo os maio-res desafios com os quais se debate a mineração brasileira, sem sucesso significativo previsível no horizonte.


fonte: Revista Minerios & Minerales - Julho/Agosto - 2005 - pg.3

 
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